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Kirjailija

Camilo Castelo Branco

Kirjat ja teokset yhdessä paikassa: 179 kirjaa, julkaisuja vuosilta 2007–2026, suosituimpiin kuuluu Luiz de Camões, notas biographicas. Vertaile teosten hintoja ja tarkista saatavuus suomalaisista kirjakaupoista.

Nimi esiintyy myös muodoissa: Camilo Castelo-Branco

179 kirjaa

Kirjojen julkaisuvuodet: 2007–2026.

O Regicida

O Regicida

Camilo Castelo Branco

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2015
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"O Regicida" from Camilo Castelo Branco. Escritor portugu s, romancista, cronista, cr tico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor (1825-1890).
A Filha do Arcediago

A Filha do Arcediago

Camilo Castelo Branco

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2015
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"A Filha do Arcediago" from Camilo Castelo Branco. Escritor portugu s, romancista, cronista, cr tico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor (1825-1890).
Estrellas Funestas

Estrellas Funestas

Camilo Castelo Branco

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2015
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"Estrellas Funestas" from Camilo Castelo Branco. Escritor portugu s, romancista, cronista, cr tico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor (1825-1890).
O vinho do Porto

O vinho do Porto

Camilo Castelo Branco

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2015
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"O vinho do Porto" from Camilo Castelo Branco. Escritor portugu s, romancista, cronista, cr tico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor (1825-1890).
Scenas da Foz

Scenas da Foz

Camilo Castelo Branco

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2015
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"Scenas da Foz" from Camilo Castelo Branco. Escritor portugu s, romancista, cronista, cr tico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor (1825-1890).
Agulha em Palheiro

Agulha em Palheiro

Camilo Castelo Branco

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2015
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"Agulha em Palheiro" from Camilo Castelo Branco. Escritor portugu s, romancista, cronista, cr tico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor (1825-1890).
Lagrimas Abençoadas

Lagrimas Abençoadas

Camilo Castelo Branco

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2015
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"Lagrimas Aben oadas" from Camilo Castelo Branco. Escritor portugu s, romancista, cronista, cr tico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor (1825-1890).
A Neta do Arcediago

A Neta do Arcediago

Camilo Castelo Branco

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2015
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"A Neta do Arcediago" from Camilo Castelo Branco. Escritor portugu s, romancista, cronista, cr tico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor (1825-1890).
Carlota Ângela

Carlota Ângela

Camilo Castelo Branco

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2014
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"As fei es de Carlota eram secas e trigueiras; mas a magreza n o era de debilidade ou doen a. O ligeiro toque de escarlate nas faces era a transpar ncia de sangue rico de toda a seiva dos dezessete anos. Tinha uma bonita fronte e abundantes cabelos pretos, que ela enfeitava sem esmero, mas com desalinhada gra a, conservando-os, at essa idade, em tr s tran as, que um la o de cetim encarnado prendia na cintura em duas roscas. custa de importantes admoesta es da m e, Carlota reformou o penteado, em conformidade com a moda, que era enastrar trancinhas de cabelos em dois grandes cora es que ladeavam a cabe a, desde o v rtice at s orelhas, com matiz de lacinhos de v rias cores: bonita coisa, antes da restaura o das troixas contempor neas, restaura o, digo, porque as malas, no cocuruto da cabe a, come avam a decair do gosto em 1806."
As Três Irmãs

As Três Irmãs

Camilo Castelo Branco

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2013
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"Nunca tanto incentivo a saudades feriu juntamente o cora o das tr s irm s, que iam apartar-se. Ent o foi o recordarem os anos da inf ncia e da juventude. - Quando nosso pai - dizia Eul lia - olhando por todos n s, sentadas a costurar no esteir o, nos dizia: Amai-vos, filhas; saboreai estes curtos dias de prazer sem reveses de l grimas; vede se podeis demorar a luz do rel mpago da bem-aventuran a que alumia a mocidade; segurai-o, filhas, com a inoc ncia e com a ignor ncia da vida, para que mais tarde sejais chamadas a pagar o tributo de l grimas. Cedo ou tarde ser ... Lembras-te, Maria? N o te parece que o est s vendo com o cotovelo encostado cadeira de nossa m e?- Recordemos, recordemos, minhas irm s - dizia Jer nima. - Apertemos o cora o com as afli es, que s vezes a dor diminui assim. O que se fez da nossa vida ... Ainda h dez anos t o venturosas, sem pensar na riqueza, mas tanta gente a dizer-nos que ramos ricas, e n s parece que pergunt vamos umas s outras o que importava ser ricas ... E os amigos de nossa casa nem depois nos apareceram para nos dizerem que est vamos pobres Como o mundo ... Parece que se apagou a luz que v amos no C u da nossa mocidade Eu penso tanto nisto, minhas irm s, e com tamanha saudade de bens para sempre perdidos N o foi a desgra a que me fez negra a vida. Foi ver que uma parte da fam lia se dispersou pelas sepulturas, e a outra vai demandar o destino que Deus lhe reserva. Existe apenas um ente feliz: s tu, Maria S o tantas as recompensas da tua vida cortada de priva es, que serias injusta se argu sses a Provid ncia ..."
A Sereia

A Sereia

Camilo Castelo Branco

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2013
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Singularidade que enchia de dor quem ouvia cantar divinalmente a pobre louca Dor e espanto daquela formosura de cad ver entoando, ora triste ora alegre, os cantares mon sticos da semana da paix o, ou as seguidilhas voluptuosas de Espanha. As senhoras Cunhas entrajavam-na primorosamente; e ela deixava-se vestir com marm rea quieta o. Ia com elas sala, sentava-se ao piano, erguia-se para sentar-se no canap , e n o respondia a pergunta nenhuma, salvo as da fam lia que ela denominava os seus querubins. E, no concurso de cavalheiros que aflu am a ouvi-la, havia um de apelido de Melo e N poles que se entrou duma paix o invenc vel daquela mulher morta, que tinha uma hora de ressuscitada, quando as teclas do piano a galvanizavam. Este cavalheiro chorava na presen a e na aus ncia dela. Votou a Deus que lhe levantaria um templo, se alvorecesse luz de raz o naquela eterna noite. Como Francisco da Cunha usava chamar-lhe a sua sereia, Joaquina era assim conhecida de fidalgos e humildes em Viseu. Diziam: a SEREIA apareceu ontem na sala; a SEREIA teve um acesso depois que cantou. E o povo, na sua linguagem c ndida e pitoresca, dizia: Vimos hoje a SEREIA numa janela do palacete: olhava para o c u que parecia uma santinha.
A Corja: Continuação do Eusébio Macário

A Corja: Continuação do Eusébio Macário

Camilo Castelo Branco

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2013
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A Euf mia Troncha catava-o, fingia estalinhos insecticidas, fazia-lhe com a unha titila es, atritos suaves no casco da coroa, inventava para o nutrir e inflamar car cias e guisados, surpreendia-lhe o apetite com fricass s muito arom ticos, tinha meiguices e candonguices duma donzela que afaga pombinhos entre os seios virginais, decotava o corpete dos vestidos para lhe escaldar o sangue, fazia trejeitos lascivos de gata que se rebola escandecida nos telhados - uma croia velha com muita experi ncia sublinhada. Ao princ pio, o abade agradecia com mocanquices, correspondia-lhe com exuber ncia de abra os, adormentava a sua dor abeberado naquela modorra deliciosa, julgava-se curado das saudades de Fel cia, e, s vezes, repulsando uma ideia funesta, murmurava: Que a leve o Diabo , que a leve o Diabo , e agarrava-se ao pesco o n dio de Euf mia como a uma forte prancha de nau descosida e escalavrada.
A Caveira Da Mártir

A Caveira Da Mártir

Camilo Castelo Branco

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2013
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A vi va de Domingos Leite e de Jo o da Veiga Cabral j n o tinha alma sens vel s felicidades convencionais desta vida. Recorda es que lhe eram afronta, e saudades atormentadoras - a imagem terr vel do primeiro marido, e a imagem amada e deplorativa do segundo - fechavam-lhe em nuvem negra qualquer aurora de esperan oso contentamento. Nem as car cias de ngela, nem os amor veis rogos de Francisco Mendes a demoveram de seguir o destino que a norteara a Portugal. O ermo, a soledade, a dor sem distra o, morrer, enfim, alheia de amparos que suavizam o transe, era para Maria Isabel uma necessidade do cora o, um sacrif cio volunt rio reden o de suas culpas para com Domingos Leite, e ao seu imenso amor a Jo o da Veiga Cabral. No entanto, se algum desafogo sentia ao cuidar que suas l grimas eram vistas desde o seio de eternidade, com certeza n o eram os olhos do primeiro marido os que lhe davam a recompensa da imola o.
Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado

Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado

Camilo Castelo Branco

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2013
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Bas lio Fernandes um sujeito de trinta e sete anos, com senso comum, engra ado a contar hist rias de sua vida, ativo negociante de vinhos no Porto, amigo do seu amigo, e bastante dinheiroso - o que melhor que tudo j dito e por dizer. Seu pai chamou-se Jos Fernandes, por alcunha o Enxertado. Pegou-lhe a alcunha, porque, sendo ele natural de uma aldeia daquele nome em Tr s-os-Montes, quando j era caixeiro, muitas vezes dizia aos seus companheiros de passeata, aos domingos: O Porto boa terra; mas l como o Enxertado ainda n o pus os olhos noutra . A caixeirada, menos sens vel saudade das suas aldeias, ria do mo o, e, por mofa, lhe chamava o Enxertado, alcunha que ele ajuntou ao seu nome com honras de apelido.