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Kirjailija

Camilo Castelo Branco

Kirjat ja teokset yhdessä paikassa: 179 kirjaa, julkaisuja vuosilta 2007–2026, suosituimpiin kuuluu Luiz de Camões, notas biographicas. Vertaile teosten hintoja ja tarkista saatavuus suomalaisista kirjakaupoista.

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179 kirjaa

Kirjojen julkaisuvuodet: 2007–2026.

A Freira no Subterrâneo

A Freira no Subterrâneo

Camilo Castelo Branco; Autor Anónimo Francês

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2013
nidottu
O c rio da porteira alumiava a custo aquela escurid o crassa e abafadora. Os t mulos alinhados em andares, chegando do pavimento ao teto, exalavam o f tido da morte. As catacumbas romanas n o poderiam conter maior n mero de ossadas. Quanto ao mais, nem nome, nem algum sinal distintivo. Os mortos que a dormiam bem mortos eram para suas fam lias, que nem sequer lhes podiam guardar m nima recorda o. Um dos jazigos, separado dos outros e de diversa dimens o, continha a m mia de um homem Espet culo hediondo Aquele cad ver estava decapitado Parece que o morto havia sido degolado. Pamza, voltado para a prioresa, apontou-lhe aquele t mulo.- H duzentos anos que este cad ver aqui jaz - disse ela. - A hist ria dele legend ria, e ningu m ma soube contar. Quando o juiz, o comiss rio e o doutor percorriam o subterr neo, disse-lhes Maria Venzyk: - Agora conhecem os senhores este convento tanto como eu. Zolpki pegou na tocha que o doutor levava e segunda vez a perpassou ao longo das paredes.- Nada - murmurava ele. - Nada
O Regicida

O Regicida

Camilo Castelo Branco

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2013
nidottu
Em 6 de maio de 1647 estavam Domingos Leite e Roque da Cunha na Ameixoeira, uma l gua distante de Lisboa, em casa de Bento Rodrigues Taveira, amigo de Diogo Soares. Haviam ambos cortado as barbas antes de entrar em Portugal. Roque trajara-se com a simplicidade de mercador, e falava uma linguagem estrangeirada com mescla de termos holandeses. Nos primeiros dias concorreu Ameixoeira um negociante de sola, chamado Serges, de origem alem , cujo av , em tempo de el-rei D. Manuel, se estabelecera em Lisboa com privil gio de sapateiro. Serges era espi o de Castela em Lisboa, onde, quele tempo, amealhava grossos haveres. Ao tempo que os regicidas sa am de Madrid, era o sagaz mercador avisado por expresso a fim de se avistar com eles em casa do fugitivo partid rio dos Filipes, na Ameixoeira.
Eusébio Macário: História Natural E Social de Uma Família No Tempo DOS Cabrais

Eusébio Macário: História Natural E Social de Uma Família No Tempo DOS Cabrais

Camilo Castelo Branco

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2013
nidottu
Publicada a 1a ed. do "Eus bio Mac rio", a reac o cr tica dos realistas-naturalistas, atingidos pela violenta par dia foi tal, que Camilo, alguns meses depois, redige um outro texto, para servir de "Pref cio da Segunda Edi o" (de 1880). Atingindo o c mulo da sua estrat gia parod stica, afirma estranhar a reac o dos adeptos da est tica realista, numa atitude de falsa mod stia e jocosa ingenuidade: "O t mido autor esperava que os artistas n o refugassem a obra tracejada, e afirmassem que eu, nesta decrepitez em que fa o ao estilo o que os meus coevos de juventude fazem ao bigode, n o podia penetrar com olho moderno os processos do naturalismo no romance". O indisfar vel prop sito ridicularizador aumenta ainda consideravelmente, quando Camilo declara que o seu pastiche par dico n o passa de uma brincadeira r pida e de f cil execu o: "Ora a coisa em si era t o f cil que at eu a fiz, e t o vaidoso fiquei do Eus bio Mac rio que o reputo o mais banal, mais oco e mais insignificante romance que ainda alinhavei para as fancarias da literatura de pacotilha. Se eu n o escrevesse de um jacto, e sem intermiss es de reflex o, carpir-me-ia do tempo malbaratado". Para o Camilo trocista, a tempor ria e falsa convers o ao realismo-naturalismo mais n o fora do que um exerc cio de estilo, pois n o esconde as inten es de apoucar e ridicularizar as t cnicas e os processos da nova est tica romanesca, mesmo quando declara exactamente o contr rio: "Cumpre-me declarar que eu n o intentei ridicularizar a escola realista".
A Filha Do Arcediago

A Filha Do Arcediago

Camilo Castelo Branco

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2013
nidottu
Leitores Se h verdade sobre a Terra, o romance que eu tenho a honra de oferecer s vossas horas de desenfado. Se sois como eu, em coisas de romances (que no resto, Deus vos livre, a v s, ou Deus me livre a mim), gostareis de povoar a imagina o de cenas que se viram, que se realizaram, e deixaram de si vest gios, que fazem chorar, e fazem rir. Esta dualidade, que caracteriza todas as coisas deste globo, onde somos inquilinos por merc de Deus, de per si um infal vel sintoma de que o meu romance o nico verdadeiro. Eu sou um homem que sabe tudo e muitas outras coisas. N o espreito a vida do meu pr ximo, nem ando pelos sal es atr s de uma ideia que possa estender-se por um volume de trezentas p ginas, que, depois, vil espi o, venho vender-vos por 480 r is. Isso, nunca. Tudo isto que eu sei, e muito mais que espero saber, -me contado por uma respeit vel senhora, que n o vai ao teatro, nem aos cavalinhos, e que tem necessidades org nicas, mas todas honestas, e, entre muitas, predominada pela necessidade de falar onze horas em cada dez. Desde que tive a ventura de conhec -la, n o invejo a sorte de ningu m, porque vivo debaixo das mesmas telhas com esta boa senhora, e posso satisfazer a mais imperiosa necessidade da minha organiza o, que estar calado. E que n o podemos falar ambos ao mesmo tempo.
Amor de Perdição

Amor de Perdição

Camilo Castelo Branco

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2013
pokkari
O romance escrito em seguimento daquele (O Romance de Um Homem Rico) foi o Amor de Perdi o. Desde menino ouvia eu contar a triste hist ria de meu tio paterno Sim o Ant nio Botelho. Minha tia, irm dele, solicitada por minha curiosidade, estava sempre pronta a repetir o facto aligado sua mocidade. Lembrou-me naturalmente, na cadeia, muitas vezes, meu tio, que ali deveria estar inscrito no livro das entradas no c rcere e no das sa das para o degredo. Folheei os livros desde os de 1800 e achei a not cia com pouca fadiga e alvoro os de contentamento, como se em minha al ada estivesse adornar-lhe a mem ria como recompensa das suas tr gicas e afrontosas dores em vida t o breve. Sabia eu que em casa de minha irm estavam acantoados uns ma os de pap is antigos, tendentes a esclarecer a nebulosa hist ria de meu tio.
Amor de Salvação

Amor de Salvação

Camilo Castelo Branco

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2013
nidottu
Amor de salva o, em muitos casos obscuros, o amor que excrucia e desonra. Ent o que o senso ntimo mostra ao cora o a sua ignom nia e mis ria. A consci ncia regenera-se, e o cora o, reabilitado, avigora-se para o amor impoluto e honroso. Assim que as enseadas serenas est o para al m das vagas montuosas, que l cospem o n ufrago aferrado sua t bua. Sem o impulso da tormenta, o n ufrago pereceria no mar alto. Foi a tempestade que o salvou. Al m de que a felicidade, como hist ria, escreve-se em poucas p ginas: id lio de curto f lego; no sentir intraduz vel da consci ncia que ela encerra epopeias infinitas - enquanto que a desgra a n o demarca balizas experi ncia nem imagina o. Para o amor maldito, duzentas p ginas; para o amor de salva o, as poucas restantes do livro. Volume que descrevesse um amor de bem-aventuran as terrenas seria uma f bula.